✦ Jung encontra a Gestalt · Entre profundidade e presença · 3/3
Entre o símbolo e o instante
quando Jung encontra a Gestalt
Jung olha para o sonho e vê nele uma ponte: de um lado, imagens que parecem vir de tempos imemoriais; do outro, o coração que pulsa agora.
A Gestalt olha para o mesmo sonho e diz: "traga-o para este momento, viva-o no corpo, respire-o nos gestos, olhe-o nos olhos".
Um se inclina para as raízes profundas, para os mitos que nos habitam e falam por símbolos. O outro se aproxima da presença viva, daquilo que acontece no instante em que nos encontramos.
Mas talvez suas margens não estejam tão distantes.
Quando esses olhares se permitem conversar, algo novo nasce: o símbolo deixa de ser apenas imagem e se torna experiência sentida na pele. O instante deixa de ser apenas presente e pode se tornar passagem para algo maior — algo que atravessa histórias, memórias e tempos.
Assim, entre o mito e o toque, entre a mandala e o olhar, o humano pode se reconhecer inteiro — com histórias antigas pulsando no agora e com o agora sendo tecido por fios de eternidade.